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... existir, humanamente, é pronunciar o mundo, é modificá-lo. O mundo pronunciado, por sua vez, se volta problematizado aos sujeitos pronunciantes, e exige dele novo pronunciamento. (...) Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão. (FREIRE, 1979, p. 92)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Politicas Públicas para Educação do Campo

A Educação do e no campo apresenta, em alguns casos, uma visão distorcida da realidade em relação ao seu conceito," é bom lembrar que durante décadas nem sequer se falava da educação do campo, era a educação rural, a escolinha rural, professor rural".(ARROYO,2005,p.47)

Perante esta visão sobre a educação no campo, criou-se necessidade de pesquisar, revisar, atualizar os dados para as implementações do sistema nacional para a formação de educadores organizando fontes documentais para análises posteriores das implementações estaduais de políticas públicas na década da educação (1997 - 2007).

A observação da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988,Título l, Artigo 3º lV e Seção l – Da Educação, Artigo 206 (BRASIL,2002); das Leis de Diretrizes e Base da Educação Nacional — LDB — nº. 9.394/96, Artigos, 28, 78, 79.( BRASIL, 1996); e da Resolução do Conselho Nacional de Educação/Conselho Educação Básica — CNE/CEB — nº. 1, de 3 de abril de 2002 — Diretrizes Operacionais para a Educação Básica das Escolas do Campo (BRASIL, 2002) são relacionadas com os dados obtidos e funcionam como subsídios para a verificação de sua legitimidade quanto à questão da educação do campo e a formação de educadores, que estão sendo dispostas nos estados.

Postado por Elisangela Souza, Joanilda Amparo e Neilma Ramos.


A realidade da educação no meio rural brasileiro

No Brasil, apesar de uma década de considerável melhoria no tocante ao acesso à escolarização, em que 96% das crianças de 7 a 14 anos estão matriculadas, ainda permanecem os problemas da baixa qualidade e eficiência dos sistemas de ensino. Nesta perspectiva, uma das restrições para o alcance da universalização com qualidade e o aumento dos índices de conclusão do ensino fundamental encontra-se relacionada à efetividade da educação presente no meio rural brasileiro.  É no meio rural que encontramos os mais baixos índices de escolaridade de toda sociedade brasileira.
Um meio rural que, segundo os dados divulgados pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma população residente de aproximadamente 32 milhões de brasileiros. Ou seja, que apesar da intensa urbanização ocorrida nas últimas décadas, cerca de um quinto da população do nosso país encontra-se vivendo no meio rural.
Todavia, o nível de instrução e o acesso à educação dessa população são importantes indicadores da realidade educacional presente no meio rural do Brasil. Os dados do IBGE, sistematizados no trabalho intitulado Panorama da Educação do Campo (Bof, 2006), mostram que a escolaridade média da população de 15 anos ou mais que vive no meio rural brasileiro, de 3,4 anos, corresponde à quase metade da estimada para a população urbana, que é de 7,0 anos. Se os índices de analfabetismo do Brasil são bastante elevados, no meio rural esses indicadores são ainda mais preocupantes. Segundo o IBGE, 29,8% da população adulta – 15 anos ou mais -, que vive no meio rural é analfabeta, enquanto no meio urbano essa taxa é de 10,3%. É importante ressaltar que a taxa de analfabetismo aqui considerada não inclui os analfabetos funcionais, ou seja, aquela população com menos de quatro séries do ensino fundamental. Outros dados revelam, ainda, que no meio rural brasileiro, 6% das crianças, de 7 a 14 anos, encontram-se fora dos bancos escolares; que apesar de 65,3% dos jovens, de 15 a 18 anos, estarem matriculados, 85% deles apresentam defasagem de idade-série, o que indica que eles ainda permanecem no ensino fundamental; que somente 2% dos jovens que moram no campo freqüentam o ensino médio.
Esses são alguns dos indicadores que demonstram a histórica negação à população que vive no meio rural brasileiro do direito de acesso e de permanência na escola. Eles resultam de um processo econômico, social, cultural e de políticas educacionais traçados em nosso país, que deixou como herança um quadro de precariedade no funcionamento da escola rural em relação aos elementos humanos disponíveis para o trabalho pedagógico, a infra-estrutura e os espaços físicos inadequados, a má distribuição geográfica das escolas, a falta de condições de trabalho e de formação específica para uma atuação no meio rural, entre outros fatores. Além dessas questões de escassez, infra-estrutura e pessoal, favorece extremamente esse quadro sócio-educacional existente o tipo de educação oferecida pelas escolas à população rural. Uma educação em que predomina uma concepção unilateral da relação cidade-campo, com a difusão de valores, conhecimentos e atitudes distantes do modo de vida e da cultura da população do meio rural e que tem sido muito mais um instrumento de estímulo ao êxodo e à evasão de muitos jovens para o meio urbano. Uma educação e uma escola que, desrespeitando a realidade onde está inserida, destrói a auto-estima dos camponeses e não se coloca ao serviço de seu crescimento.
Embora a Lei de Diretrizes e Bases Nacional, de 1996, estabeleça que na oferta da educação básica para a população rural, os sistemas promovam as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região, os governos fizeram pouco progresso no sentido de estabelecer políticas e práticas efetivas para a educação no meio rural brasileiro. Somente recentemente, em abril de 2002, o Conselho Nacional de Educação, estabeleceu as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo. Do mesmo modo, só recentemente o Conselho de Secretários Estaduais de Educação incluiu a educação rural em sua agenda, assim como também é recente a criação, em 2004, pelo Ministério da Educação, de uma Coordenação Geral de Educação Básica do Campo, no âmbito da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade.
É possível identificar diversas articulações e mobilizações da população rural que, através de suas organizações e movimentos sociais, têm buscado reagir ao processo de exclusão social, reivindicando novas políticas públicas que garantam não apenas o acesso à educação, mas, fundamentalmente, a construção de uma escola e de uma educação do campo. E aqui, torna-se necessário ressaltar que, muito mais que uma simples mudança de nomenclatura - rural para campo -, a expressão educação do campo constituiu um dos traços marcantes da identidade de um movimento nacional que vem se consolidando na luta por políticas públicas que garantam o direito da população rural a uma educação que seja no e do campo.


Fragmento do texto:
A Experiência Brasileira
Artigo; Educação do Campo e Pedagogia da Alternância
Autor: Lourdes Helena da Silva
revista Sisifo - Revista de Ciências e Educação
http://sisifo.fpce.ul.pt/?r=15&p=106
Acessado em 13/07/2011

Postado por Vanessa Mendes

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA EDUCAÇÃO NO CAMPO

A educação no e do campo tem um vínculo de origem com as lutas sociais
camponesas. Este vínculo lhe confere um traço de identidade importante. Busca
construir um outro olhar para a relação: campo e cidade vista dentro do princípio de
igualdade social e diversidade cultural. Mas nem sempre foi levada em consideração
esta relação e esta necessidade, somente a partir da intensificação das lutas pelos
direitos sociais, “[...] Novos valores, nova cultura, nova identidade, nova consciência de
dignidade, nova consciência de direitos” (ARROYO, 2005, p. 48), é que se avalia a
necessidade de construção de um sistema público de educação do campo. A partir desse
contexto de mobilização social, a constituição de 1988 consolidou compromisso do
Estado e da sociedade brasileira em promover a educação para todos, garantindo o
direito ao respeito e à adequação da educação às singularidades culturais e regionais.
A educação do e no campo apresenta, em alguns casos, uma visão distorcida da
realidade em relação ao seu conceito, “é bom lembrar que durante décadas nem sequer
se falava da educação do campo, era a educação rural, a escolinha rural, professor rural”
(ARROYO, 2005, p. 47).
http://www.estudosdotrabalho.org/anais6seminariodotrabalho/elisetecristinasantoseirizeldamartinsdesouzaesilva.pdf

Postado por Lidiane Andrade e Márcia Pereira Alunas do III Semetre de Pedagogia.

Formação para o Homem do campo

A LDB(Lei de Diretrizes e Bases), diz que a educação é um direito de todos e dever do Estado e esta deve ser ofertada independentemente da atividade que o individuo escolheu com sua profissão. A presente reflexão apresenta a Educação do Campo como necessária á melhoria da qualidade de vida do homem Camponês.

"Faz-se necessário uma luta coletiva pela a educação, no meio rural, que respeite as necessidades do homem campesino,mantendo uma politica própria, com características peculiares, em prol do agente primeiro da produção: O agricultor." (Professora Marli Comunello)

"Aliás um povo que se educa pelo conhecimento, possibilita a melhoria da qualidade de vida e, da mesma forma,civiliza-se,pois é a educação que possibilita ao homem torna-se sujeito de todo o processo histórico e contribuente para o desenvolvimento de suas futuras gerações."( Professora Marli Comunello)
Postado por : Irani da Silva de Jesus III Semestre de Pedagogia Noturno.

Procampo

O Programa de Apoio à Formação Superior em Licenciatura em Educação do Campo (Procampo) é uma iniciativa do Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), em cumprimento às suas atribuições de responder pela formulação de políticas públicas de combate às desvantagens educacionais históricas sofridas pelas populações rurais e valorização da diversidade nas políticas educacionais.

O objetivo do programa é apoiar a implementação de cursos regulares de licenciatura em educação do campo nas instituições públicas de ensino superior de todo o país, voltados especificamente para a formação de educadores para a docência nos anos finais do ensino fundamental e ensino médio nas escolas rurais.
postado porVanessa De J. Nascimento III semestre de pedagogia, noturno

Movimentos Sociais: o nascimento

O movimento começou a partir do momento em que as pessoas foram se conhecendo e passaram a se relacionar com um olhar mais atento para suas similaridades: a Educação do Campo, da ideia de reunir formalmente algumas entidades e instituições para discutir propostas para Educação do Campo.
Acesso: www.lfti.com.br/EMEC/trabalhos.      


Alunas do curso de Pedagogia do III Semestre Almira Moreira; Jucinete Rangel.